por Otto Cerqueira

Campus Party 2010

Saiba o que rolou por lá!


Na internet e nos jornais de São Paulo o assunto tecnológico dominante é um só: Campus Party. E o que seria isso? Em resumo, é a “festa” da internet. Surgiu em 97, na Espanha, e desde 2008 tem acontecido também em São Paulo. A Telefônica forneceu internet banda larga de 10GB de conexão para proveito dos campuseiros.

No ano passado estive presente lá e me diverti com as atrações, especialmente com a apresentação do robô humanóide CP01, e com o estande de uma empresa de antivírus onde eu e meus amigos nos munimos de armas-laser e entramos num mini-labirinto escuro para derrotar vírus, trojans, worms (simulações luminosas nas paredes), e a equipe inimiga (que a propósito eram viciados em FPS e nos deram uma surra na pontuação).

Nesse ano, como no anterior, o local do evento foi o Centro de Exposições Imigrantes, na zona sul de São Paulo. Geeks de todo canto se encontram lá. Como o evento é 24hrs e ocorre durante uma semana, há um espaço especial para montarem suas barracas de dormir. Logo ao lado está a área VIP, que é o centro do evento. Lá se encontra diversos computadores top de linha e alguns com modificações bem interessantes, como esse:




Pois é, esse Kratos também é um computador. Logo atrás dele há um computador “Dharma”, um computador dentro de um gabinete octogonal de madeira, feito em homenagem a série Lost. Digo-lhe que é o máximo encontrar pessoas fazendo coisas que vocês também curte. Eu, por exemplo, encontrei gente assistindo Final Fantasy Advent Children e também papéis de parede de Serial Experiments Lain, um anime onde a internet se mistura com o mundo real. Engraçado que mesmo com a quantidade de computadores de torre no local, 76% dos PCs no evento são portáteis.




No entanto, é preciso tomar cuidado com certas pessoas que levam o PC para o evento somente para se exibir, e não digo no bom sentido da coisa. Esse é o caso de Éder Martins. Bem, esse é o cara com o melhor computador da América Latina. Seu computador vale 18 mil reais (obviamente, o melhor do evento), que segundo ele é três vezes mais que o valor de seu carro (6 mil). Por uma estranha coincidência acontece dele ser ex-amigo do meu melhor amigo. O motivo do “ex-amigo” vocês podem acompanhar pelos seus comentários na G1:
Quando perguntado se não valia mais a pena comprar um videogame, Martins se ofende. “Compare qualquer jogo em um console com um rodando no meu PC”, desafia. “Todos rodam com mais taxas de quadros por segundo, sem serrilhados e com mais resolução”
Pois é, o cara é um exibido. Não é como o pessoal que leva o computador pra se divertir no evento, ele simplesmente quer mostrar que é superior aos outros. Daí fica uma lição de vida para todos: Não usem seus bens para deixar os outros para baixo. Seja humilde, caso contrário, perderá seus verdadeiros amigos.


Bem, lições de vida à parte, ao redor do centro onde ficam os computadores estão os espaços para os mais diversos gostos geeks: modding, robótica, blog, design, fotografia, música, vídeo, games e simulação. Ufa. Em cada um desses lugares houveram palestras de importantes especialistas de cada área. Na de games houve competição de jogos de tiro e luta (Street Fighter IV), e na de simulação (bem ao lado) pessoas pilotavam carros de Fórmula 1 ou eram mais rápidos ainda e brincavam no simulador de voo.


Na área livre para o público diversas estandes de empresas mostravam o que tinham de melhor. Na da Telefônica, alguns computadores com internet de 30Mb e Playstations 3 com Fear 2 e Pro Evolution Soccer 2010 estavam à disposição. A Terra montou confortáveis bancos reclinados onde você podia se relaxar enquanto ouvia músicas do portal Sonora, você escolhe as músicas numa TV de 42” programado para touchscreen (que devo dizer é horrível de se mexer com o dedo). Eu na verdade fiquei boa parte do tempo no da Nokia, uma estande aromatizada: a cada cor, um aroma diferente, o que te faz se sentir dentro de uma caixa de Tic tac.




Além disso, no canto esquerdo havia alguns jogos bastante interessantes, entre eles: o Wiispray, onde se grafita uma tela com sua tinta digital; o simulador de voo corporal, onde se controla o avião deixando os braços eretos e movendo para esquerda ou direita; e também o Headbang Hero, uma espécie de Guitar Hero onde você usa uma peruca especial e faz o seu “bate-cabeça” ao máximo que puder para bater o recorde. Em caso de provável dor de cabeça, não se preocupe, há uma massoterapia ali pertinho.



O melhor de tudo para mim foi a apresentação do mundialmente famoso, o ilusionista digital Marco Tempest. Eu, que estava bem próximo do palco, simplesmente não consegui ver como ele retirou um iPhone da imensa tela atrás dele. Sim, eu disse o que você leu, e estou confuso mesmo tendo presenciado.

Enfim, esse foi meu resumo do que aconteceu por lá. É muito legal saber que eventos como esses tem tido sucesso no Brasil, o que por consequência vai ajudar a crescer o mercado tecnológico por aqui (e por sinal, a Sega já tem fabricante brasileira, ou seja, jogos muito mais baratos). Pra finalizar, um vídeo de Marco Tempest, já que mágica de verdade só se comprova vendo: