por Otto Cerqueira Comentários

Primeiro eu gostaria de pedir desculpas a quem esperava a continuação da review do filme da Chun-li. Entendam que aquele filme não vale o que o gato enterra e por isso requer muita, muita mesmo, concentração e bom humor pra torná-lo engraçado. Então aguardem até eu voltar ao modo HUMOR FUCK YEAH. Enquanto isso vou explicar pra vocês o que ando planejando postar no mês que vem no blog!

O motivo dessa demora é que estava tirando o máximo de proveito do meu PlayStation 2, que de fato será o homenageado de novembro onde falarei sobre os mais diversos títulos épicos do console. Mas isso só em novembro, hoje foi falar sobre o que com certeza é um dos melhores games em flash:

Machinarium





Machinarium é um point-and-click desenvolvido pela Amanita Design. Conta a história de um pequeno robô que precisa voltar à cidade grande (de onde foi expulso) para salvar sua namorada das garras dos robôs maus da “Irmandade do Chapéu Preto” (Black Cap Brotherhood).

Você começa ajudando o robô - que foi despejado num ferro-velho – a juntar suas peças. Você só pode interagir com o que estiver perto do robô, o que o diferencia daqueles point-and-clicks que basta sair clicando para todos os lados.

O sistema é todo muito simples e intuitivo, você não vai precisar de qualquer requisito para jogar, o que permite pessoas não muito habituadas aos videogames a jogarem também.




Os enigmas são todos muito bem elaborados e trazem uma espécie de aventura de improvisação. Como o jogo é também uma animação, você se sente envolvido durante a história, e aos poucos vai conhecendo a história do pequeno herói de aço através de balões de pensamento, pois o jogo não tem falas.

Certas vezes os enigmas não são exatamente testes de lógica e sim de percepção, ou seja, há alguma coisa no cenário que você precisa encontrar. Alguns deles são bem difíceis de serem encontados por serem abstratos, mas para não ficar travado no jogo, no menu superior há uma dica do que fazer na tela, e, em última instância, um minigame que te dá a resposta do que fazer.

O único problema que encontrei em Machinarium é a impossibilidade de parar uma ação começada, assim, se você clicar errado em alguma coisa terá de esperar a pequena animação terminar antes de tentar novamente.




De fato, um de seus maiores atrativos é o visual noir estonteante. Os tons opacos de bege e cinza criam um ambiente para retratar ferrugem que o tornam ainda mais original. Em todo canto você vê cenários muito bem construídos com toneladas de detalhes. Por essas e outras Machinarium ganhou o prêmio de Excelência em Arte Visual no Independent Games Festival 2009.

O som ajuda a moldar um mundo vasto, solitário, calmo e agradável de ouvir, pois não são meras repetições sem ritmo. No entanto, os sons algumas vezes tornam-se um tanto amedrontadores.

Como um todo o jogo é uma obra de arte, com um conceito leve, simples e elegante, que trarão horas de diversão bem elaborada para os pensadores de plantão.