por Otto Cerqueira Comentários

 Escrito por Matheus Corrêa para a sessão Retro Gamer




Olá amigos gamers, principalmente os fãs de um bom RPG ocidental. Esse tópico é uma homenagem a um dos maiores clássicos do gênero: Fallout 2, lançado em 1998 para PC

A história

O jogo se passa num futuro pós-apocalíptico, numa Terra devastada por uma guerra nuclear. Um mundo impiedoso e desolado, onde pessoas insanas, aberrações geneticamente alteradas, assassinos e ladrões são parte do dia-a-dia. Nesse cenário assustador, você é um jovem nascido numa pequena tribo chamada Arroyo. A anciã da tribo lhe dá uma difícil missão: Encontrar um artefato sagrado, capaz de dar vida à terra mais seca e recriar a Terra como um lugar próprio para se viver: O Garden of Eden Creation Kit, ou G.E.C.K. (Kit de criação do jardim do Eden).




O personagem

Bom, como na maioria dos rpgs ocidentais, quem cria o personagem é o jogador. É possível escolher um dos três personagens pré-montados que o jogo oferece ou criar o seu próprio, o que obviamente é muito mais legal. Após escolher o sexo e o nome, você deve distribuir pontos nos atributos força, percepção, resistência, carisma, inteligência, agilidade e sorte.

Esses atributos se manterão praticamente inalterados durante todo o jogo. Você também distribui pontos em vários tipos de habilidades (Medicina, mecânica, ciência, armas brancas, armas pesadas, furto, arrombar fechaduras, etc.) todas com utilidade prática ao longo da aventura. Aqui também se escolhe duas "perks", benefícios especiais que vão desde ter perícia em ataques críticos até ser sexualmente atraente. A cada três níveis você tem o direito de escolher mais um desses benefícios.




O sistema de batalha

Ah, as batalhas. O grande nêmesis dos grandes RPGs, a grande ruína das artes do entertenimento digital, o grande... Enfim, um sistema de batalhas pode ser a grande diferença entre "Já tô jogando há umas 30 horas e não consigo parar" e "Apanhei pro primeiro escorpião gigante que apareceu e desisti." Bom, o sistema de Fallout 2 faz bonito, sendo basicamente um sistema estratégico por turnos.

O sistema de batalha de fallout 2 depende de pontos chamados Action Points. TUDO o que você faz no seu turno da batalha custa Action Points. Se mover, acessar o invetário e, obviamente, atacar. Cabe ao jogador decidir se é melhor dar um golpe no inimigo e depois usar os AP restantes para se afastar a uma distância segura dele ou usar todos atacando na esperança de matá-lo em um único turno.

O grande problema aqui é que as batalhas são um pouco frustrantes no começo do game. Inimigos fortes demais e um sistema difícil de dominar, fazendo com que muitos jogadores desistam nas primeiras horas de jogo.

Há dois "slots" para ataques. Deixando-os vazios você irá selecionar um ataque corpo-a-corpo clicando neles, colocando uma arma em algum deles você realizará um ataque com a arma em questão. Também é possível direcionar o ataque a uma parte específica do corpo do oponente clicando com o botão direito no botão de ataque, mas isso irá custar mais AP.




Bom, o ponto mais interessante de toda a série Fallout é a liberdade. Você pode ir e vir onde bem entender no mapa do jogo, há dezenas de missões paralelas à aventura principal, como proteger um rebanho de vacas de duas cabeças de um ataque de lobos à noite ou exterminar os ratos que tomaram conta de grande parte de uma cidade.

A possibilidade de ser bom ou mau dá um passo à frente nesse jogo. As decisões que afetam o seu "karma" (O que define se você é bom ou mau) nem sempre são tão óbvias, e muitas vezes você tem que buscar informações extras sobre as missões para ter certeza do que você está fazendo. Por isso é muito bom ter domínio do inglês para se jogar esse jogo, como quase todo RPG.

Um verdadeiro clássico, e que não precisa de um computador de última geração para ser jogado. Se você ainda não jogou, essa é a sua chance.


Trailer