por Otto Cerqueira 6 comentários





Resident Evil é uma das mais importantes e consagradas séries da história do videogame. Foi um dos primeiros games a definir o que deveria ser um survival horror (gênero que mistura ação com suspense).




Quem jogou o primeiro título pode sentir na pele toda a emoção dos puzzles, história, ação e suspense inovador, onde se deveria sobreviver a qualquer custo de numerosos zumbis e bizarras mutações. Jill Valentine , Chris Redfield e a equipe tática S.T.A.R.S acalentaram nossos videogames com pura platina.

Muitos até hoje confundem o título “Resident Evil”, ou “Mau Residente”, com o fato de se passar numa mansão, no entanto a melhor tradução seria o subtítulo do primeiro filme, Hóspede Maldito, pois na verdade o título implica no vírus que habita dentro dos infectados. Pessoalmente, prefiro o título japonês, Biohazard (Perigo Biológico).





Bem, o sucesso e as falhas, ou “buracos” no roteiro, fizeram com que todos pedissem bis.
Então surgiu Resident Evil 2. Dessa vez, podendo alternar entre Leon S. Kennedy e Claire Redfield, de acordo com o CD escolhido. Sim, diversão duplicada! Com Leon e Claire você vivia duas emoções paralelas que se cruzavam em momentos muito bem escolhidos, e de quebra inovava o gráfico e aumentava a diversidade de inimigos do primeiro jogo.

O game fez também muito sucesso em seu terceiro episódio, trazendo uma Jill Valentine ainda mais poderosa e o famoso “chefão” Nemesis que te persegue durante todo o percurso. O fato de uma mulher ser uma protagonista sem medo em um game de terror era um requinte bastante interessante. Daí por diante Resident Evil já era um marco definido e teve várias outras sequências como: Code: Veronica, Survivor, Gaiden, Zero, Dead Aim, Outbreak e Umbrella Chronicles.




Claro, o game teve suas modificações e decepções, como muitos dizem ter sido o caso de Outbreak, onde você pode controlar até quatro personagens simultaneamente.

Após essas diversas spin-offs, viu-se necessário voltar para o enredo principal; era preciso Resident Evil 4. O problema como sempre era: Manter-se no estilo original e correr o risco de ser um game plagiador de si mesmo, ou, criar um novo mecanismo e correr o risco de decepcionar os fãs?

Optaram pela segunda opção.



Resident Evil 4 chamou Leon de volta para ser protagonista. O game saiu completamente do estilo “câmera fixa” e virou um tiro em terceira pessoa. Decisão arriscada... Muito arriscada. O jogo é com certeza muitíssimo bom, apesar de seu fraquíssimo survival horror.Mas ele cumpriu seu papel. O problema: Não era mais “Resident Evil”.

Veio a sétima geração e consequentemente, Resident Evil 5. Os teasers, trailers, notícias e imagens levaram os fãs à loucura. O que viria em seguida?

A história é simples: Dez anos após o incidente da mansão, Chris Redfield continua lutando por justiça, sempre com enorme pesar pela aparente morte de sua ex-parceira da S.T.A.R.S, Jill Valentine. Dessa vez Chris é agente da BSAA (Aliança de Avaliação de Segurança em Bioterrorismo). É enviado para uma missão na África, mais especificamente, na Somália, onde atuaria com a agente local, Sheva Alomar, no vilarejo desértico de Kijuju. Juntos, eles têm a missão de prender o vendedor de armas biológicas, Ricardo Irving.

Ao chegar lá, no entanto, coisas estranhas começam a acontecer...



Quando o jogo começa a sua primeira dúvida é se você ainda está em uma cutscene. Os gráficos são soberbos, extremamente detalhados em absolutamente tudo. Mesmo as expressões faciais são naturais e muito bem feitas. O melhor de tudo é que ele não chega a ser muito mais pesado que outros games atuais, pois tem uma boa mecânica.

Ao se acostumar com o visual, você continua a caminhada, sempre ao lado da bela negra Sheva, onde logo em frente repara um grupo de civis locais chutando um saco no chão. Quando você se aproxima eles repentinamente param e te encaram, dando-lhe calafrios. Você segue em frente e logo recebe armamentos do agente Reynard Fisher.

Não muito depois a primeira cena de ação começa. Ao tentar salvar um nativo que estava sendo atacado, os demais fogem e ele parte para cima de você. Depois de derrotá-lo você corre de numerosos zumbis, ou melhor, infectados de Las Plagas, já que nesse jogo (assim como em RE4) não há zumbis, e sim nativos que se tornam hostis após serem contaminados.
Você efetivamente perceberá que eles não são zumbis logo de início. Eles correm, são ágeis, espertos e sabem inclusive atirar com rifle e pilotar motos. Isso tudo faz parte da promessa de um novo game com muito mais ação que os anteriores.


Eles vem sempre em grande número, e não há mais balas no cenário do que aquelas que você precisa usar, e isso é bom, mas seria impossível sobreviver sozinho, por isso temos Sheva. Sheva é quem irá livrá-lo de algum inimigo quando te pegarem desprevenido, dar conta de vários outros, e o ajudar durante os sucessivos momentos em conjunto.

De fato, o game foi feito para ser jogado em dupla. Durante todo o jogo você precisará dela para abrir uma porta, dar piso para ela escalar algo, puxar uma alavanca enquanto você passa, etc. Algumas dessas vezes ela até toma a cena. Talvez porque faz parte da política do entretimento que o protagonista não esteja só, para que não pareça monótono ou desolado.

Apesar de necessária, Sheva tem um problema: ela é um NPC. A inteligência artificial dela é bastante limitada, graças a isso por vezes ela não vai usar sangue quando precisar, ou usar armas desnecessárias se você não prestar atenção. Além do que, como uma dupla, você precisa ajudá-la, o que pode ser bem frustrante.

Meu problema com isso foi sanado com uma magnífica solução: jogando com um parceiro. Todas as versões do game contam com modo online ou multiplayer. Quando se joga multiplayer (num mesmo videogame) a tela é dividida horizontalmente para cada um, já no modo online cada jogador, de sua própria casa, pode salvar o jogo em cooperação, sem nenhuma modificação do modo single player. No caso, o player 1 (ou host) controla Chris, enquanto o player 2 (ou guest) comanda Sheva. Sem falar que em dupla e com microfone a diversão duplica, quiçá triplica.



O game tem a mesma mecânica de seu antecessor, o que pode desagradar alguns. Um grande defeito do jogo é que enquanto você mira, não pode se movimentar, como era possível em Resident Evil 4.

Mas o pior, na verdade, está na brusca mudança do jogo. Se Resident Evil 4 já não demonstra muitas características de Survival Horror, em Resident Evil 5 isso é simplesmente inexistente. Além do som não ser criar um ambiente digno de tal, e os puzzles serem extremamente fáceis, não há mais aquele sentimento aterrador. Em suma, você não se sente jogando um Resident Evil.

Se Resident Evil 5 é um bom jogo? Sem dúvidas que é. Você terá emoção à flor da pele, apesar de ser um game curto. A aparição de Jill e a presença de inimigos das séries anteriores são bastante interessantes. Mas lembrem-se que não estão mais em um jogo de survival horror, e sim de ação.



6 Responses so far.

  1. Guest says:

    Eae manu, bem feito essa analise, bem Resident Evil é muito complexo é meu jogo preferido, ja joguei quase todos. Não canso de jogar as versões antigas como Re 0 e 1, que pra min tem um valor importante na serie. Falta eu pegar o 5 aproveitar que lanço pra PC. hehe falo manu

  2. Guest says:

    Acabaram de vez com o residente evil!!
    Cade os sustos? o medo?
    LIXOOOOOOOOO!!!!!!!!!!!!!!!!!

  3. Otto says:

    Bons tempos dos antigos Resident Evil... Ainda lembro as noites jogando...
    O problema de RE é que era viciante, se é que isso é problema.

  4. Otto says:

    Pois é, não há sequer um momento de medo durante todo o jogo.
    Até Dead Space é mais Resident Evil que isso.

  5. Anônimo says:

    meu nome e euly eu sempre joguei e gostava do residente evel 4 por era mas legal por que tinha o leon e ada podia eles continuaren no residente 5 vou senti saudades foi o melhor jogo da seria residente evel os efeitos do 4 era mas legal e bem bacana mesmo tomare q os efeitos especias desse seja legal tambem tchau eu estou esperando fui.....

  6. Anônimo says:

    olá gente bom dia querira sber se é possivel movimenta-se mirando na hora de atirar???

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