por Otto Cerqueira Comentários


Trine te leva ao mundo mágico dos contos de fadas, onde a fantasia se mistura com o ambiente old school do jogo trazendo elementos suficientes para fazer você o adorar. Não obstante, ele está repleto de frames excepcionalmente belos e enigmas para solucionar.


O jogo, todo em side-scroll, foca-se na cooperatividade que se tem de fazer para solucionar os quebra-cabeças. Por exemplo, o guerreiro pode destruir os adversários enquanto o mago constrói uma ponte para que possam passar; a ladra arqueira pode romper uma corda, fazendo cair à caixa que o guerreiro precisa lançar ou o mago fazê-la flutuar para algum canto.


A história, toda narrada de uma voz digna de contos de fadas, fala sobre um reino que perdeu o seu rei, e este não possui descendentes para ficar em seu lugar, fazendo com que assim tudo caia em ruínas. Após o reino ter sido dominado pelo caos, a ladra Zoya, o guerreiro Pontius e o mago Amadeus buscam pelo artefato mágico de nome Trine, cada um por seus motivos. A ágil e ambiciosa Zoya deseja fama; o forte e grosso Pontius, a fortuna; e o sábio Amadeus, o conhecimento.


A trilha sonora pincela os pontos certos, deixando-o com o agradável ambiente das criaturas mágicas e aventuras medievais dos livros. Visualmente, a beleza gráfica salta as vistas, com iluminação e texturas primorosas que não deixam a desejar em nenhum ponto.
Quando se fala em Trine é impossível não se lembrar de Lost Vikings, título de 1984 da Blizzard, que também nos fazia alternar entre os personagens para vencer os desafios, ou mesmo Little Big Planet, de Playstation 3, onde o trabalho em equipe é a chave para vencer os obstáculos.

A jogabilidade é simples e eficaz, você não se perde nos botões quando precisar agir rápido graças a essa facilidade. O problema surge quando se deseja jogar com mais de uma pessoa no PC devido à grande dificuldade de configuração. Mesmo assim, jogar com outra pessoa (online ou multiplayer) duplica a diversão e a interatividade.


O ponto fraco do jogo está na pouquíssima variação de puzzles e adversários e na facilidade de vencê-los. Quando se aprende a solucionar um enigma – e há sempre diversas formas de fazê-lo -, você já sabe o que fazer no restante do jogo. Apesar desse defeito, com certeza esse é um dos games mais brilhantes atualmente lançados.