por Otto Cerqueira 2 comentários

Este não é meu mês da sorte. Primeiro, meu monitor para de vez, eu improviso outro e logo em seguida a internet resolve dar problema. Todo esse tempo sem internet trouxe dificuldades para mim e atrasos pra Infopix também (Queria já ter terminado o resumo sobre a E3).

Pelo menos, enquanto offline, pude curtir mais meus jogos pendentes. Então decidi que esta era a oportunidade que eu precisava para estrear a seção de reviews, que ficará abaixo da seção Informações.

Você também pode nos ajudar enviando análises, críticas e sugestões. Seu nome ficará evidenciado abaixo de sua análise.
Ok, vamos ao post de estréia desta nova seção.


Burnout Paradise é o quinto jogo da série, produzido pela Criterion Games e desenvolvido pela Eletronic Arts. Dessa vez, o game foi totalmente remodelado, mas conta com o melhor de seus antecessores. Dizem que todo jogo tem uma história. A história de Burnout Paradise baseia-se em:
a) Você tem um carro.
b) Você ganha corridas.

A primeira coisa que você notará ao jogar Burnout Paradise é a alta sensação de velocidade. É realmente contagiante. Você pode facilmente viciar em sair acelerando pelas curvas. Além disso, estamos falando de Burnout, então a destruição está garantida. As cenas coloridas, belas e empolgantes do jogo são dignas de filmes de corrida com bastante ação.

As corridas de Burnout Paradise são freeway, ou seja, você faz seu próprio caminho. Todas as ruas são abertas. Apesar do apoio do mapa e do sinalizar no topo da tela, que indica a melhor rua para seguir, não é muito difícil se perder. Talvez você vá precisar de um pouco de tempo até aprender a conciliar o mapa com a estrada.

Não espere muitas novidades dentro do “enredo” de Paradise City. O esquema será sempre o mesmo: a cada corrida ganha, você estará mais próximo de ter sua licença melhorada, e assim, subir de nível.

O mapa do game é imenso. As ruas são largas e contam com vários caminhos secretos, alguns, bastante criativos. A cidade de Paradise City, obviamente, não é real, mas consegue uma boa verossimilhança entre uma cidade legítima e uma pista de corrida.

Mesmo durante as corridas, você tem postos para encher a gasolina (o “nitro” do jogo), consertar o carro, renovar a pintura, etc. O modo de conseguir novos carros é inovador. Após certo número de vitórias, o narrador vai te apresentar um novo carro. Para ganhá-lo, você vai precisar encontrá-lo correndo pelas ruas, alcançá-lo e destruí-lo. Após a caçada, ele estará disponível no ferro velho. Basta passar por um posto de conserto e ele estará novo em folha.

Opções de carros também não é problema. O jogo conta com 75 carros diferentes - para todos os gostos - além de quatro motos, os quais você pode escolher entre controlar um motoboy ou uma motogirl. O único problema das motos é que com elas as cenas de destruição são cortadas, ou então temos uma pequena cena da moto destruída.

Desde a inovação de Need for Speed: Underground, você sente falta quando não há opções de personalização de carros. Este é o caso de Burnout, que conta apenas com as mudanças de cor.

Burnout: Paradise têm cinco modos de corrida (dois para as motos), indicados em círculos coloridos, que ficam espalhados pela cidade para sua livre escolha. São eles:


Race (Azul) – A clássica corrida, com colisões e sem relógio. Vence o primeiro a chegar.

Marked Man (Amarelo)– Nessa corrida você tem de sobreviver até o fim. Você é o alvo de carros pretos destruidores que vão atrapalhar todo o seu percurso. Contanto que passe nos consertos no caminho, não terá grandes problemas para vencer.

Stunt Run (Verde) – Neste modo o importante é conseguir o número de pontos exigido. Use as rampas para saltar o mais alto que puder e utilize toda sua habilidade em acrobacias loucas.

Burning Route (Laranja) – Chegue ao final da corrida, dentro do tempo, e com um carro específico. A cada Burning Route ganho há um upgrade para o carro.

Road Rage (Vermelho) – Finalmente, o principal. Na Estrada da Fúria o objetivo é acabar com os carros que aparecem pelo caminho dentro do tempo limite. Prense-os contra a parede, faça um carro colidir noutro, lance-os pelos ares, exploda-os, etc. As cenas de destruição são belas e empolgantes. Em Race você pode destruir carros, mas a diversão de ver carros potentes virarem sucata só pode ser encontrado de verdade neste modo. Por isso, eu o considero o principal dentre todos.

No entanto, Road Rage tem o defeito de ser fácil demais a princípio. Somente depois os carros começam a reagir contra você. No início, você não precisa destruir muitos carros – já que a cada vez que você entra numa Road Rage, aumenta em um o número de carros a destruir – então, digamos que você precisa levar ao takedown (destruir) 8 carros. Você consegue sem muito esforço destruir 26 e ainda ter tempo sobrando. O tempo extra leva a outro problema: cadê o fim da corrida? Decidi que depois de conseguir meus objetivos eu simplesmente destruiria meu carro de propósito. Assim eu ganho logo a corrida e poupo um ou dois minutos do meu tempo.

Além desses, há também o Showtime e o Road Rule Time. Em Showtime você usa seu carro para capotar e atingir o maior número possível de carros, quanto maior o carro, mais pontos. Já em Road Rule Time você tem de dominar a pista, chegando ao fim dela no menor tempo possível.

No quesito gráfico, Burnout não deixa nada a desejar. A beleza gráfica do jogo é embasbascante. E para melhorar isto não pesa tanto para o jogo.

Mudando de assunto, imagine-se agora voando baixo com seu carro. No rádio, a música-tema de Burnout Paradise, a música Paradise City do bom e velho Guns N´ Roses:


Take me down to the Paradise City where the grass is green and the girls are pretty. Take me home. (Oh, won´t you please take me home?)



(Me leve a Cidade do Paraíso onde a grama é verde e as garotas são belas. Me leve para casa. Oh, você, por favor, me levaria?)


A música termina e de repente você se vê ouvindo:


Hey! Hey! Yo! Yo! I don’t like your girlfriend. No way! No way! I think you need a new one. Hey! Hey! Yo! Yo! I could be your girlfriend.

(Ei! Ei! Você! Você! Eu não gosto da sua namorada. De jeito nenhum! De jeito nenhum! Eu acho que você precisa de uma nova. Ei! Ei! Você! Você! Eu poderia ser a sua namorada.)


Uma mudança tão drástica poderia tirar um “Mas que diabos!?” de um roqueiro. De mim, tirou apenas um sorriso. Não que a música da Avril Lavigne seja péssima, mas há rocks e rocks, e alguns deles não devem ser misturados. Isso acontece porque Burnout Paradise tem uma longa trilha sonora. Bem longa. Inclui até mesmo as soundtracks de todos os três primeiros títulos (ou até mais). De qualquer forma, quem quer que tenha montado a trilha sonora para este jogo, é um eclético. Há inclusive a presença de Wolfgang Amadeus Mozart, dentre outros clássicos.

O que pra mim é o pior aspecto do jogo são a falta de opções. Os produtores procuraram fazer um jogo prático, tanto que não há opção no menu para sair da corrida, para isso, basta esperar uns poucos segundos com o carro parado. Mas há detalhes relevantes que se esqueceram de trabalhar. Por exemplo, após uma longa corrida você vai parar no outro lado da cidade, e como o jogo te deixa onde termina a corrida, é por lá mesmo que você vai ficar. Portanto, você vai para o próximo desafio, mas, e quando não tem corridas por perto? Não há “teleporte” em nenhum menu do jogo. Ou seja, às vezes você tem que voltar longos caminhos até chegar a chegar ao próximo ponto. E quando isso ocorre muitas vezes, torna-se bastante frustrante.

O game tem um pequeno bug na câmera. Quando você para o carro por alguns instantes, a câmera gira levemente, para demonstrá-lo, mas quando você decide acelerar, a câmera fica má posicionada, mostrando o ângulo lateral do carro. Felizmente é só resetar a câmera que tudo volta ao normal.

Nos primeiros jogos de corrida, dentro do carro havia uma imagem estática para simular um motorista. Com o passar do tempo o motorista ganhou movimentos e bons detalhes gráficos. Em Burnout, isto é ignorado. É cômico quando você perde a porta do carro e nota que lá não tem um motorista. Seria um fantasma? Ou seria Herbie: Meu Fusca Turbinado? Bom, talvez a EA tenha apenas poupado o coitado de girar várias vezes no ar junto com o carro ou mesmo de ser lançado fora dele.

Resumindo, Burnout Paradise é um jogo que deve estar nas prateleiras de um amante de corrida. A física do jogo é muito bem trabalhada. Os carros amassam e quebram no ponto certo. A velocidade é garantida e a diversão também. Alguns dos bugs apresentados podem ter sido corrigidos em atualizações. Outro ponto importante a lembrar é que Burnout: Paradise City desbancou Need for Speed: Undercover que veio com a promessa de corrigir seu antecessor, o Pro Street. A Eletronic Arts que não é boba tratou logo de contratar a equipe Criterion para trabalhar nos sucessores de Need for Speed: Undercover. Quem sabe assim eles não têm o mesmo êxito de Paradise?

2 Responses so far.

  1. Fabrício says:

    Exelente análise, pra mim a EA não colocou um motorista para não acontecer igual a FlatOut: Um Boneco (Que nem de longe parece humano) voando pelo pára-brisas

  2. Otto says:

    É verdade. Em FlatOut era bem estranho quando isso acontecia.

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