por Otto Cerqueira 4 comentários


A internet é uma incrível ferramenta de mil e um usos. Sua utilidade ultrapassa fronteiras geográficas, culturais e políticas e transporta informações para pessoas ao redor do mundo. Para se ter uma noção disso podemos citar o caso da Europa, maior investidora em publicidade online: De acordo com estudos da Microsoft, o número de internautas superará a audiência da televisão em junho de 2010. A Internet maior que a TV.

Nos Estados Unidos, onde o número de internautas é bastante elevado, os maiores jornais vêm perdendo leitores para a Internet. Até o editor da New York Times afirma não saber se daqui cinco anos continuarão na mídia impressa ou migrarão para a internet. Mas, por quê? Qual a real diferença entre a internet e outras mídias?

A resposta para isso é que tais veículos de informação funcionam como o início da internet onde o público é apenas recebedor do conteúdo. Quando você usa o controle remoto para trocar de canal assistirá uma programação “intocável”, sem possibilidade de interação.

A internet segue o caminho oposto. É uma mídia de interconexões entre público e serviço. Essa forma crescente de “dar voz” ao público, fez com que, em outubro de 2004, a empresa estadunidense O´Reilly Media a nomeasse sob o termo de Web 2.0.

Os principais exemplos para ilustrar a Web 2.0 são as Wikis - como a Wikipédia que permite que os próprios usuários editem a informação -, os blogs, as redes sociais (Orkut, MySpace, etc), e o notável crescimento das redes P2P (Peer to Peer, ou, de Usuário para Usuário).

A Web 2.0 também atua:

  • Nos softwares: Cada vez mais com interfaces amigáveis, intuitivas e interativas com a internet. Já não há mais ciclos de lançamentos de programas, e sim constantes atualizações que são realizadas com o apoio dos usuários que reportam erros.
  • Na construção de aplicativos web: Frequente uso do AJAX (Javascript + XML), que as torna mais criativas e colaborativas.
  • No Jornalismo: Os cidadãos podem divulgar suas próprias notícias em sites de divulgação, como o Digg.
É importante que dentro dessa nova rede, todo conteúdo esteja sob o uso de Creative Commons, ou seja, que os direitos autorais permitam sua reutilização de forma livre.

Outro importante pilar da Web 2.0 é a folksonomia. A folksonomia vem da junção das palavras inglesas “folks” (povo, gente) e “taxonomy” (taxonomia). Antes de explicar a folksonomia é necessário entender a taxonomia. A taxonomia é o estudo que dá nomes aos seres, e objetos, de acordo com sua classificação, similaridade, família, etc.

A folksonomia, por sua vez, é a “taxonomia do povo”. São os usuários que definem a sua identidade através de uma ferramenta chamada tag. As tags (marcações, etiquetas) são palavras-chaves que ajudam a categorizar conteúdos. Dessa forma, ao clicar numa tag você encontrará conteúdos similares. Por exemplo, no final deste artigo você encontrará a tag “Informações”, se você clicar nela encontrará outros artigos informativos em nosso site. Não há melhor ou pior entre taxonomia e folksonomia, digamos apenas que a taxonomia é melhor para trabalho e a folksonomia para diversão.

O contexto de Web 2.0, no entanto, tem sido alvo de críticas por parte de especialistas da área, como Tim Bernes-Lee, o inventor da World Wide Web, que alega não ter ocorrido uma nova maneira de utilizar a internet; muitas das ferramentas citadas por O´Reilly (como o uso de ‘produtos relacionados’ nos sites de venda) já estavam sendo utilizadas desde o início da internet e essa “nova” interação é parte do curso natural da internet. Outros especialistas alegam que isto é apenas uma jogada de marketing da O´Reilly Media para seus produtos.

Tim O’Reilly respondeu a essas acusações em seu site justificando detalhadamente as diferenças entre a antiga e a nova internet. Uma versão traduzida pode ser encontrada na Cipedya. Realmente, é de se questionar sobre o que é a Web 2.0 (até hoje não há consenso absoluto de seu significado). Digamos que, se há uma Web 2.0, o que viria a ser uma Web 3.0? Afinal, mesmo o site do O’Reilly não utiliza tags.

Controvérsia a parte, o termo 2.0 caiu nas graças do mundo e é bastante explorado. De fato a CGM (Consumer-Generated Media, ou Mídia Gerado pelo Consumidor) tem um poder estrondoso. Afinal, ela está presente nos seus comentários no nosso blog, no Youtube, no Orkut, no Messenger, nos SMS, e-mails, e em mais uma longa lista de exemplos.



4 Responses so far.

  1. Isto é apenas uma jogada de marketing da O´Reilly Media para seus produtos.[2]

    belo post :D

  2. Thaty says:

    A Internet hein nos leva a cada lugares fala a verdade rsrsrs....

    Retribuindo a visita... sucesso

  3. Megumi ~ says:

    Essa tal 'inclusão digital' tem tantos lados positivos e negativos, que não sei dizer se é bom ou não. Mas esse avanço rápido me assusta o_o

  4. Luiz Claudio Mendes says:

    pow primeiro veio o jornal.... depois o radio.... a tv chegou dominando e quando passou a ser colorida parecia que iria dominar as midias.... agora a internet... acho q nem em filme de ficção teria como prever qual seria a proxima midia...

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